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05/04/2013

O Pós-Páscoa

A páscoa se foi, e ela levou consigo os espíritos de solidariedade e respeito que outrora invadiu os corações daqueles que tanto felicitaram seus amigos e familiares com “Feliz Páscoa”. Nas redes sociais então nem se fala. Não faltou imagens e mensagens de efeito e impacto para impressionar. No entanto, tais mensagens foram vazias tanto para aqueles que postaram quanto para quem recebeu. Francamente parece até que o pessoal bate ponto no árduo trabalho de ser politicamente correto ao menos nas redes sociais. Nada contra, mas se ao menos fosse assim de verdade seria uma boa.

Isso nos leva a pensar que hoje tais datas especiais como Páscoa e Natal são apenas superficialidades e ocasiões em que as grandes industrias se aproveitam das pessoas que estão mais maleáveis e jogam nelas aquele marketing meloso com um apelo emocional e ao mesmo tempo egoísta e consumista do COMPRE! PRESENTEIE! TENHA! COMA! BEBA! VIAJE! SEJA FELIZ COM ESTAS COISAS! E blá blá blá.

De certo modo é fato que o real sentido da páscoa nunca é lembrado. O Sacrifício de Cristo na Cruz por toda a humanidade é drasticamente ofuscado pelo consumismo de ovos de chocolate, consumo de bebidas alcoólicas e os credos do não comer carne. O símbolo fica por conta do coelho, assim como no Natal que é comandado pelo bom velhinho de roupa vermelha. Uma negação! O que mais me intriga é ver cristãos valorizando tais coisas tão superficiais ao invés de se apegarem ao que é eterno.

O Sacrifício de Cristo não necessita de uma mera data para ser lembrado. É na vida de cada um nós que isso deve acontecer. Pois a cada alma que aceita este sacrifício é o suficiente para que Ele seja lembrado e mantido vivo em nós. Por mais que a páscoa tenha ido embora, espero que ela não tenha levado a esperança e a certeza de Cristo vive, e quer estar em nossas vidas sempre, independentemente de datas.