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03/08/2012

Má alimentação deixa a Saúde da posteridade em risco

voTodos nós sabemos que o Fast Food não é a melhor opção de alimentação, e muitas pesquisas e estudos tem reforçado essa ideia. Agora mais um estudo aponta um risco de câncer maior na posteridade daqueles que consomem bastante Fast Food.

 

 

 

Uma pesquisa médica está descobrindo mais um malefício das fast food: o acréscimo nas chances de câncer nos descendentes. O estudo, feito por pesquisadores da Universidade Georgetown (Washington D.C, EUA), sugere que as mulheres grávidas, quando se alimentam mal, podem tornar seus filhos e até seus netos mais vulneráveis ao câncer.

 

Para chegar a essas conclusões, o experimento foi realizado com ratos. Primeiro, alimentaram algumas ratas grávidas com uma ração rica em gordura, e outras com ração normal. Assim que nasceram os filhos, todos os ratos passaram a comer uma dieta saudável. Os netos dos ratos alimentados com gordura apresentaram 30% a mais de chances de desenvolver câncer de mama do que os descendentes de ratos criados saudavelmente.

 

A dieta responsável pelo risco de câncer era rica em Omega-6, um ácido graxo (gordura) que é indispensável na alimentação, mas na quantia certa. A ração usada continha 43% de Omega-6, bem acima dos 25% a 30% recomendados.

 

O temor de que o risco de câncer possa valer também para os seres humanos se baseia nas altas taxas de ingestão de Ômega-6. O ideal é que uma alimentação combine o Ômega-6 com o Ômega-3 (outro tipo de ácido graxo, que ajuda a diminuir o nível de triglicerídeos e colesterol), em uma proporção de 4 para 1, no máximo. As dietas baseadas em fast food, contudo, apresentam até 20 vezes mais Ômega-6 do que Ômega-3. Os efeitos desse desequilíbrio são percebidos na saúde de quem se alimenta assim: riscos elevados de depressão, infertilidade, doenças cardíacas e câncer.

 

Os estudos sugerem que o Ômega-6 atua de maneira Epigenética(ou seja, não mexe em nada diretamente no DNA, mas pode alterar suas funções e efeitos no corpo), desativando os genes que controlam a “morte normal” das células. Sem esse controle, as células podem proliferar de modo que provoquem um câncer.

 

Apesar disso, nem sempre o DNA é determinante para essas questões. Algumas pesquisas indicam que ele seja responsável por apenas 5% a 10% do risco de câncer, e o resto fica a cargo de como a própria pessoa cuida de seu corpo. No caso da alimentação, não é surpresa que os estudos tenham mostrado também que os vegetais são os maiores aliados no controle do colesterol. Assim, ainda vale a pena evitar excessos de gordura e ter hábitos saudáveis, mesmo que a sua avó e sua mãe não o tenham feito.

 

(Fonte – Hypescience)

 

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