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05/11/2011

E-Book - Uma Nova Chance – Introdução

Uma Nova Chance - Capa

       
Olá meus queridos leitores! Que a Paz de Cristo possa estar com vocês! Hoje eu quero lhes convidar a conhecer meu não tão novo projeto, o romance “Uma Nova Chance”.

Tenho trabalhando nele desde meados de 2009 quando eu tinha 15 anos. Finalizei os manuscritos em meados do ano passado e desde então dei inicio ao processo de digitação que ainda não conclui por conta de vários contra-tempos.

Na verdade eu até digitei metade dele, só que durante as correções ortográficas que eu estava fazendo algumas mudanças na história acabaram surgindo em minha mente, por isso decidi por reescrever boa parte dela.  O motivo é que  na época com apenas 15 anos eu não tinha muita experiência, mas agora com 18 as coisas estão diferentes, portanto a história está ficando bem mais madura.

Não irei me estender na descrição da história, já que preparei uma boa introdução que está ai abaixo. Mas adianto que é uma história baseada em preceitos cristãos e espero que vocês gostem. Ainda não sei ao certo se irei publicar o livro, mas irei disponibilizar resumos de todos os capítulos aqui no blog pra que vocês possam acompanhar e me ajudar no desenvolvimento dessa história com suas opiniões. Então é isso, fique agora com a introdução dessa história que está apenas começando!

 

 

       Decisão. Para uns apenas uma palavra, para outros uma atitude. Para uns é a coisa mais simples de se fazer, para outros nem tanto. O fato é que as decisões tem o poder de mudar nossas vidas por completo, seja para algo bom ou ruim.  E o pior, somos nós que devemos tomá-las por nós mesmos. Tá ai o preço alto da liberdade. Um passo em falso e tudo o que construímos até o momento de uma decisão vai por agua abaixo, e todos os planos e sonhos precisam ser reformulados.

       Foi basicamente o que aconteceu comigo na primeira noite de Março de 2009. A escolha que fiz naquela noite parecia não me causar tantos problemas como causou. Parecia ser algo tão tolo... Mas eu sabia dos riscos que estaria correndo e mesmo assim preferi fazer as coisas do meu jeito sem levar em conta os princípios que guiaram a minha vida até aquele dia.

Sendo um cristão de berço, aprendi com meus pais Arnaldo e Julia, valores inestimáveis, mas digamos que eu tenha chegado ao es-tágio em que a maioria dos jovens cristãos chega: o de desejar liberdade de todas as regras que regem a vida desde a infância. O desejo de fazer o que bem entende, na hora que quer e do jeito que quer. Assim estava eu desde os meus 16 anos, quando esse sentimen-to nasceu em minha mente.

Tudo começou quando eu senti o desejo de ser notado pelos meus colegas de escola e de me entrosar mais com eles. Acabei con-cluindo que não seria possível alcançar o meu objetivo se eu continu-asse com minha vida pacata, sem fazer nada mais além de ficar sentado na cadeira com a cara nos livros. Na maioria das vezes eu não tinha nem o que conversar numa roda de amigos já que alguns assuntos iam totalmente contra os meus princípios, como falar abertamente sobre sexo. E claro, tinha também uma garota no meio disso tudo. Ou melhor, ainda tem!

O nome dela é Laila. Ela tem os olhos verdes, cabelos ondulados de cor castanho-escuros, pele branca, estatura mediana, perto dos meus 1,82 metros, um corpo esbelto e belo, uma voz suave como veludo, e um jeitinho delicado e atraente que chega a ser enlouque-cedor. Simplesmente a mulher dos meus sonhos até hoje, e não é pra menos.

Ela sempre foi o objeto de desejo de todos os caras da escola e continua sendo também na faculdade. Mas o seu jeito difícil de ser, unido ao seu caráter plausível e a um pai bastante protetor, sempre foi o suficiente para manter todos eles longe. Em seu histórico não há nada sobre relacionamentos, e nem mesmo os Fast-Kiss ­– ou ficadas – enfim, uma mulher não perfeita, mas digna de respeito.

Nós éramos grandes amigos de infância, e apesar de eu ser um ano e meio mais velho que ela, ela sempre quis brincar comigo, o que facilitava pelo fato de sermos vizinhos. A partir de então firmamos uma forte amizade que parecia não ter fim, mas que infelizmente teve.

Tudo começou quando ela se tornou popular na escola. Mesmo com a diferença de idades nós estudamos juntos. Pois como ela sem-pre foi muito inteligente, os pais a adiantaram, e do jardim da infân-cia ela foi direto para a primeira série do fundamental, assim ela acabou me acompanhando. A principio nossa amizade não foi aba-lada, muito pelo contrário, permanecíamos juntos por mais tempo ainda, mas quando estávamos na sexta série, tudo mudou.

Sendo tão inteligente como era, e desenvolvendo uma beleza surpreendente, os meninos da sala só tinham olhos para ela, que nem parecia que tinha 11 anos, enquanto os outros já tinham seus 12 e 13, inclusive eu que estava com 12. Mas pelo seu jeito difícil de ser e centrado apenas nos estudos, os garotos só tinham o direito de admira-la, tendo suas tentativas de conquista frustradas, concedendo assim prestigio a ela diante das outras meninas da sala. Logo ela estava rodeada de amigas e como sua fama só aumentava com o passar do tempo, ela se tornou uma das mais populares de todo o colégio.

Consequentemente ela tinha cada vez menos tempo pra mim e passou até a me ignorar. Inclusive algo que nos separou de vez foi o divórcio dos pais dela. Ela ficou com a mãe que foi morar em um apartamento em um condomínio um pouco distante de onde morava-mos. Passamos a nos ver com menos frequência, e como não nos fala-vámos mais no colégio creio que acabei caindo no esquecimento dela. O problema não foi apenas perder uma grande amiga, mas também um grande amor.

Sendo apenas um adolescente na época, tudo não passava de uma forte paixão. Paixão essa que me levou a tomar a decisão que acabou com minha vida. Como eu falei anteriormente eu queria sair da zona de inexistência e ser notado por todos. Eu ansiava por uma vida de aventuras, emoções e diversão sem nenhuma regra me impedindo de viver a vida que eu achava que era a melhor pra mim.

Quando eu estava com 14 anos, já na oitava série, eu comecei a andar com a ‘turma da pesada’ da escola. Fui mudando meu com-portamento, vocabulário e assuntos de conversa, tudo para que eu parecesse o mais descolado possível. Queria me livrar o quanto antes daquela imagem de fanático religioso que eu tinha diante de todos na sala. Mesmo sabendo lá no fundo que aquilo não iria me levar a nada, muito pelo contrário, só me prejudicaria, eu continuava alimentando a esperança de que aquilo não seria tão mal quanto parecia, pois eu estava cada vez mais feliz, ou melhor, achava que estava.

Aos poucos eu fui ganhando credibilidade com todos no colégio. Em contrapartida minha vida espiritual regredia cada dia mais. Na igreja eu já não era mais o mesmo rapaz prestativo, e em casa as coisas pioravam cada vez mais. Mas eu estava cego e queria ir até o fim, e principalmente eu almejava conquistar Laila que me ignorava ainda mais, o que me deixou muito intrigado com isso.

Os anos se passaram e eu seguia com tal idiotice. Já com dezoito anos e no ultimo ano do ensino médio eu era um dos caras mais populares do colégio, o que obviamente já não importava mais. O que valia mesmo era o assedio das garotas e todo o respeito que eu tinha de todos no colégio. E claro, Laila que finalmente estava começando a ficar na minha.

Durante todo o ano corrente as coisas se mantiveram assim, e eu achava que eram meus melhores dias. Ao fim do ano toda a nossa turma passou, e alguns como eu e Laila foram aprovados em vestibulares. Eu em Administração e Laila em Jornalismo, ambos na mesma faculdade. Como não foi possível a realização da festa de formatura da nossa turma ao fim do ano, ela foi adiada para a noite de 1º de Março de 2009. Sim, a mesma data que citei logo no começo. Foi nessa festa que tudo mudou.

Você deve estar se perguntando o que houve de tão sério pra mudar toda a minha vida. Pois bem, nos capítulos que se seguem da minha história você vai saber como estamos eu e Laila, e como minha vida está. Apenas adianto que aprendi a lidar e contornar as coisas ruins que aconteceram comigo. Descobri também que Deus é o melhor amigo que podemos ter em dias de escuridão, e que Ele é especialista não apenas em transformar a água no melhor vinho, mas principal-mente em transformar nossas vidas mesmo quando escolhemos a morte. O segredo disto é Entrega. E a minha história é isso; uma jornada de entrega e de uma Nova Chance.